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Tem no súper?

Acabou meu shampoo. Como toda mulher que se preza, não vou lavar meus cabelos com sabonete. Dirijo-me a um supermercado. Não sem antes passar aqui na mercearia da frente de casa e achar pouca a oferta de produtos. Na verdade, pensando melhor, não quero mais ir ao supermercado. Vou num hipermercado e aproveito para fazer o “rancho” das coisas básicas que garantem a sobrevivência de uma mulher solteira.

Nunca dou sorte, ou melhor, sou como a maioria dos brasileiros que recebem entre final e começo de mês. Encontro o hipermercado abarrotado de gente. Mulheres com crianças que querem comprar e comer tudo que veem nas prateleiras, maridos que tentam controlar as esposas e as finanças da família, filhas que levam as mães para fazer rancho e aproveitar-se de suas carteiras. Isso tudo é fichinha. Meu problema maior não é desviar o carrinho e guiá-lo mesmo sem habilitação. É escolher entre os dezessete tipos de leite, os quatro tipos de ovos e os nove tipos de limpadores de piso que prometem deixar o assoalho da minha casa mais brilhante que um espelho. E a quantidade de shampoos para tipos de cabelo que eu nem sabia que existiam? Chega a dar saudade da minha infância quando a mãe pegava na prateleira sempre o mesmo frasco entre os considerados três melhores (únicos).

Você deve estar pensando que é o mínimo esperado de um hipermercado esse volume de ofertas, até porque eles vendem para um público diverso e com perfis não menos distintos. Mas se parar para pensar verá que essa grande variedade não é exclusividade desse tipo de estabelecimentos. Você decide comer uma pizza. A quantidade de sabores, recheios de bordas e opções chega a engordar antes da primeira mordida. E comprar um simples tênis para caminhar e melhorar a aerodinâmica das curvas? Milhares de modelos, amortecedores, cores, materiais que exigem uma maratona na hora da decisão.

Em quase todas as áreas, o mercado está cada vez mais segmentado o que dificulta e muito nossa vida ultimamente. Para que facilitar se a gente pode complicar? E isso não somente em questões que envolvem “dindin”. Como escolher qual o melhor carinha para dividir nosso colchão gostoso e lençol cheirosinho?

Tem aquele amigo que sempre te olha de um jeito diferente e vive dando letrinha. Você acha-o um queridão e gostam das mesmas coisas. Tem o carinha que você conhece do futebol, que torce pro mesmo time “Campeão de Tudo” como você e tem uma bundinha bem interessante. O vizinho que é atencioso, sempre segura a porta e lança um olhar daqueles que faz tremer as pernas. E ainda, o carinha que você ainda não conhece, mas pode conhecer na balada. Ou no trabalho. Quem sabe no supermercado.

Difícil escolher e ser fiel dessa forma, não é mesmo? Numa leitura sobre marketing descobri uma nova vertente do consumidor que é de ser fiel a variedade, buscar sempre o diferente para experimentar o novo. Um amigo meu sempre diz que festa boa é aquela onde “ninguém é de ninguém”. A gente não sabe mais em qual estágio de relacionamento as pessoas estão, chegamos a acompanhar o minuto a minuto pelo facebook, onde a maioria reluta em marcar um status como “relacionamento sério”. Vai que aparece uma oferta melhor?

Eu invejo a minha mãe e sua fidelidade não somente ao meu pai, mas as suas marcas fundamentais. Tem o OMO que ela não troca por nada, o café Melitta que tem um sabor diferente de todos os demais. O Bombril e suas mil e uma utilidades (olha que não estou ganhando nada pelo jabá). As opções aumentaram, a diversificação também, e nossa relação com as marcas ficou mais superficial, assim como nossas relações humanas. Trocamos de paixões como trocamos a marca do arroz.

Procuramos sempre pelo novo e não insistimos mais em batalhar para manter uma relação. Isso nos faz mal? Tenho certeza que sim. Só que no momento tenho que me ocupar com a decisão se levo o shampo que tira o frizz de cabelos cacheados ou o que tem um choque térmico e promete a regeneração dos fios.

Vai comer o que?

Pensando em tornar o blog um local de dicas úteis para os homens modernos e cada vez mais independentes, criamos ano passado a sessão “SOS Donos de Casa”, com pontos importantes para os caras que se viram sozinhos. E desde lá tenho vontade de criar também, uma seção de “receitas”. Acalme-se que não é nada parecido com o programa da Ana Maria Braga, mas sim algumas receitas rápidas, simples e fáceis para você não fazer feio com aquela pessoa especial, ou então somente “forrar o próprio estômago”.

Preciso confessar que mal sei fritar um ovo e tenho um currículo recheado de experiências desastrosas na cozinha. Por isso que sempre protelei essa ideia. Como assim, eu passando receitas? Seria no mínimo uma propaganda enganosa para não dizer um “atentado violento” a todos os bons cozinheiros que estão por aí. Mas hoje eu descobri a receita ideal para inaugurar essa seção e criei coragem.

Ao sair de uma reunião longa no cliente, fui procurar uma lotação para voltar à agência. Estava em uma zona bastante conhecida da cidade por ter uma grande circulação de profissionais do sexo, principalmente, na parte da noite. O que isso tem a ver? Explico. Entrei em um bar na avenida para comprar uma água e me deparei com um cheiro de comida incrível, coisa inimaginável dada a arquitetura do lugar.

Comentei com uma moça presente no local que o cheiro era ótimo e ela me contou a história do prato e a relação com sua profissão, que ela mesma definiu como a área do meretrício. Tratava-se de um Macarrão à Putanesca. O nome já é bem sugestivo né?

A massa “a moda das prostitutas” possui uma história não confirmada oficialmente, mas bastante interessante. Minha nova amiga contou-me o que se diz da origem do prato. São três hipóteses: uma de que era feito pelas prostitutas de Nápoles, pois por ser de fácil preparo e rápido era a refeição perfeita entre um cliente e outro. A segunda dá conta que o prato era feito para ajudar a atrair clientes por seu aroma, uma vez que, antigamente se ganhava um homem pelo estômago. E a terceira é de uma mulher que traía seu marido com toda a cidade e para ele chegar e não desconfiar de nada, sempre fazia o prato pelo rápido tempo de preparo.

Não cheguei a experimentar a receita do lugar, pois tinha horário na agência. Mas comentei com Ludimila que ia repassar ao leitor e pedir para compartilhar o que achou se fizer a receita. Após aquela conferida básica, com a ajuda do senhor Google, vi que a garota estava certa e existe essa especulação sobre a origem do prato. Decidi que também vou fazer e depois conto se deu certo.

Quem sabe eu não posso usar o aroma e sabor do prato a meu favor também? Ludimila parecia muito segura ao dizer que dá certo…

 

Aqueça 1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva e refogue 1 cebola média em cubinhos + 2 dentes de alho picadinhos até começarem a dourar.

Em seguida, junte 6 tomates grandes e maduros, sem sementes, cortados em cubinhos e 3 colheres (sopa) de alcaparra enxaguada e escorrida. Mexa e cozinhe em fogo baixo por 10 minutos ou até o tomate desmanchar parcialmente e formar um molho encorpado.

Isso feito, agregue 6 filés de anchova desfeitos, 100 g de azeitona preta em rodelas e 3 colheres (sopa) de salsa picada e cozinhe por uns 3 minutos. Retire do fogo e reserve.

Cozinhe 400 g de espaguete em água e sal até ficar al dente. Escorra e devolva à panela. Junte o molho e sacuda a panela até incorporar os ingredientes. Acerte o sal e sirva sem esquecer do queijo ralado.

 

Trabalho com comunicação já faz um tempinho. E longe de puxar a brasa para o meu assado, cada vez mais percebo que o marketing pode nos dar boas lições. Não somente na área profissional para conquistar, fidelizar clientes e aumentar nosso faturamento. Já dizia a frase clichê que “a propaganda é a alma do negócio”.

Lendo um artigo sobre a relação do marketing com os clientes me deparei com um trecho que falava do momento em que determinado cliente já não é mais interessante ser mantido. Quem viveu mais de quinze anos, pelos menos, percebeu que todo carnaval tem seu fim.

No texto, o autor citava que no mercado, de forma usual, não se termina com o cliente simplesmente. É prática comum parar de atender certas expectativas antes de romper a relação. Aquele cliente já não está mais dando lucro e tem sérios problemas com os quais você cansou de lidar. Mas e daí? Daí que no mundo da publicidade você não chega e diz pra ele que não quer mais atendê-lo. Leva-se em conta tudo que já foi feito juntos, os momentos bons e os difíceis que, nessa hora, ganham um peso maior.

Sabe o que dizia no artigo ser prática comum na área? Passar a diminuir as entregas, aumentar as exigências, o custo. Todas essas coisas acabam por fazer com que ele resolva o problema por você  e procure outro fornecedor, rompendo a relação.

Não é que muitos homens fazem igual? Começam a esquecer coisas importantes, não se fazem tão presentes, cobram mais por coisas cada vez menores. Meninos parecem não ter sido preparados para terminar uma relação. Olha que até acharia válida a queima de algumas próteses de silicone em praça pública pedindo que isso fosse matéria escolar. Poderia ser um bom começo.

Amigo, tudo nessa vida possui um prazo de validade. A própria vida está aí para provar. Vamos além de aceitar isso, saber externalizar?

Ok, se você não tem mesmo coragem de dizer ao vivo e a cores que é a melhor e mais digna forma, escreva um post it e cole no espelho do banheiro, mande um e-mail, coloque um vídeo no Youtube e mande o link (não precisa exagerar, a menos que você queira tentar a sorte como celebridade instantânea da internet). Faça alguma coisa, mas, por favor, faça.

Nós mulheres somos complicadas, choronas e impusemos uma cultura do medo de um chilique eminente nos homens. Fique sabendo que você pode nos ajudar a aprender a ouvir um não. Mais do que isso, no fundo nós sabemos ouvir um não. E ele é muito mais justo do que um talvez, ou uma transferência de responsabilidade.

Se não aceitarmos, procuraremos uma mãe de santo, o colo das nossas amigas, vários caras aleatórios para provar que somos gostosas e conhecemos mais do que a posição do papai e mamãe… Poderemos até incomodar vocês um pouquinho, mas em geral assimilamos.

O que acho uma puta sacanagem é o cara começar a forçar a barra para a garota terminar. Não seja cagão, meu amigo. Não faça com os outros o que não quer que façam com você. E não nos deixem na dúvida, não testem nossa inteligência e paciência, sumindo quando forem comprar cigarros, Digam: Acabou! Pode doer um pouquinho, mas não mata.

Ou então, façam como no marketing e sigam esperando que a gente encontre outro fornecedor que esteja interessado em nossa conta e valorize nossa marca mesmo com os aspectos a melhorar que o mercado aponta. Está na hora dos homens serem menos reticências e mais ponto final.

 

 

2010 está acabando… Ufa!!! Não foi um ano ruim, mas foi complexo e pesado que é melhor não tentar definir muito. Deixa ele quietinho agora que está ficando no passado e vamos tratar do presente e do futuro.

Se você tiver paciência para continuar lendo o que escrevemos, no próximo ano, eu e a Carol prometemos novidades e maior frequência no blog, buscando ajudar os meninos a conhecerem um pouquinho mais sobre o universo feminino (só pouco porque também não somos bobas de entregar o jogo). Quem sabe vocês não viram sapos mais “ajeitadinhos” e a gente faz a festa em 2011?

 Desejamos que seja um ano especial para todos os meninos. Menos regata nos momentos impróprios e mais xadrez que promete não sair tão cedo das ruas. Menos incomodação com o chefe ou com algum trabalho chato e mais sexo com várias ou com a mesma menina (o que você preferir). Menos TPM feminina e mais cerveja ainda, se você aguentar. Mais dias de sol e menos tempo preso no escritório. Mais viagens (mesmo que seja até a esquina somente) e menos DR’s. Mais vitórias do seu time, desde que ele não esteja jogando contra o meu ou seja o arquirrival. Menos televisão e mais livros (Playboy não é livro, mas a gente aceita uma olhadela rápida). Mais sorrisos e menos complicação. Adiciona aí o que mais e menos você quer e vamos fechar a conta que o tempo tá acabando…

Voltaremos! Mais bronzeadas (se Deus quiser) e com assuntos novos…

O Grêmio e a Laura

Ok, estamos em semana de Grenal e o GUM não passa em branco, já que este é um dos clássicos do futebol brasileiro e uma das (senão a) maiores rivalidades do país. Já falei do Inter aqui e do quanto espero que o colorado mude sua postura para vencer mais um Grenal. Mas e o Grêmio?


Cara, esse é um desafio imenso. Escrever algo do time da Azenha que não seja replicar aqui uma das canções que grito na Popular durante os jogos com palavras nada elogiosas ao co-irmão é uma dura tarefa. No entanto, não poderia somente falar mal do rival quando sua campanha é a melhor do returno do Brasileirão e, ainda por cima, tem o artilheiro isolado da competição. Tudo bem que o Grêmio atual não é nem de longe um grande time, aliás, faz tempo que não vejo um vestindo azul, preto e branco.

O Grêmio me lembra muito a Laura, minha vizinha. Nenhuma mulher tem uma bunda tão grande quanto a dela na cidade. Grande demais. Não apenas as ancas, mas todo o resto também. Pensa numa mulher gorda. A Laura é mais. Durante o sexo, imagino que ela nunca consiga posições mais verticais ou por cima, dado que as chances de sufocar o cara seriam imensas. Não bastasse tudo isso, é o tipo de figura que só desfila na nossa rua com aquelas roupas marcadas, de tons vibrantes da moda ginástica, que invadiu as ruas e sempre tem marcas do tipo: rola moça, ralação, rala bela e por aí vai.

Acontece que a Laura deve ralar e rolar muito mesmo. Ela troca de namorado constantemente (não fica mais de três semanas solteira) e os caras que chegam ali para buscá-la, em sua grande maioria, são atraentes, com pinta de bem sucedidos, trabalhadores – porque cortam até a grama do jardim da casa dela e recolhem o cocô do seu poodle irritante –, além de não parecerem totalmente desprovidos de inteligência pelo que eu e toda a ala feminina da rua pudemos observar.

Já me passou pela cabeça muitas vezes que os caras devem ter algum defeito grave, como um chulé insuportável, incontinência de peidos – se é que existe isso –, um pênis fino demais, alguma coisa tem que ter, pois nem grana a Laura ostenta para sustentar os caras.

Ela me lembra muito a Preta Gil, não somente pelo porte físico, mas por sempre estar namorando e com caras bonitões. Porém, a Preta Gil tem o atenuante da fama e do dinheiro que aumentam a autoestima e a pegada de todo mundo. A Laura não. Ela não tem grana e sua fama não ultrapassa muito os limites da Rua Coronel Genuíno.

Então, o que a Laura tem? A mesma coisa que o Grêmio. AUTOCONFIANÇA. Essa palavrinha que a Wikipédia apresenta como “a convicção que uma pessoa tem, de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa”. A Laura se acha capaz e vive baseada em premissas que têm um ar de autoajuda: autoestima e autoaceitação. Eu, do fundo do meu coração colorado, não simpatizo em nada com o Renato Portaluppi, só que não posso deixar de admitir que ele sempre teve autoestima elevada e isso acabou contagiando os demais jogadores.

A partir do momento em que você passa a aceitar-se como é (árdua tarefa), passa também a conhecer suas limitações, identificando quais os pontos altos que são mais importantes de serem trabalhados do que os negativos. E assim, a Laura capricha no rebolado e em outras coisitas mais que eu não consegui identificar, fazendo com que os caras queiram experimentar uns tapões (quiçá teria que ser chineladas) na sua bunda. O Grêmio, por sua vez, começa a alçar bolas na área; arriscar chutes de longa distância e sem muito ângulo, mas que podem resultar em gols. Ambos têm demonstrado aquela vontade de ganhar, de mostrar que podem se superar e equilibrar com as/os tops do mercado.

Foi preciso um Grenal para eu entender que minha antipatia pela Laura não era gratuita… E que venha o clássico que a gente comenta depois.

É com você, man!

A marca carioca OESTUDIO está com uma promoção muito bacana (e não é só porque eu estou aqui, que estou falando), que quer testar a criatividade da galera na hora de se vestir.

 

A Lookbook Yourself propõe o seguinte: vá até a loja do OESTUDIO, escolha as peças que você quiser, monte um look bacana – do caramba mesmo, capriche na pose e fotografe sua montagem lá mesmo.

Depois, vá pra casa e cruze os dedinhos, pois se você for O CARA, e souber usar todas as dicas do nosso blog a seu favor, vai poder levar para casa tudo aquilo que escolheu! Delícia né?

E como eu sei que a maioria dos nossos leitores são de Porto Alegre ou ali do sul, aí vai uma boa notícia. Dá para brincar de montar looks com peças do OESTUDIO na Disco Experience, que fica ali na 24 de outubro, 529!

Lá, a minha dica é apostar em uma colorpant… arrisca uma azul, uma verde… uma roxa, uma preta… ou quem sabe uma laranja! Você é quem escolhe… e vê se manda a foto pra gente também!

Bjss cariocas!

p.s: se você não mora em nenhum desses lugares e quer conhecer a marca, é simples: acessa a loja virtual, saque o cartão de crédito e divirta-se: http://loja.oestudio.com.br/

E se você gosta muito de mim ;p e quer entender onde eu estou, acesse: http://www.oestudio.com.br/site/site.html

 

O TÉO do LÉO

Em “Como perder um homem em 10 dias” (Se você quer conquistar a gatinha não pode ter preconceito e tem que olhar esses filmes) Kate Hudson inventa muitos apelidos para o “sexualmente ativo” do seu namorado, interpretado por Matthew McConaughey… Entre os nomes escolhidos, eu lembro de Princesa Sophia, na intenção de tirar sarro do bonitão…

Enfim, tô falando disso porque eu e Dani Thones recebemos uma caixinha da Blowtex e ao abrir me deparo com um pinto, sim, um pintinho fofo amarelo, de pelúcia. O por quê disto? Explico: o novo concurso cultural da marca que quer saber o nome que você, sua namorada, seu caso, sua mãe, enfim. O nome dado àquele que faz a felicidade de muita gente… Como o dia em que a caixinha chegou para a gente era também a data do niver do amigo Leo Stein, o pinto ficou com ele! E ele garantiu que ia entrar aqui e participar da promoção que vale um estoque de camisinhas até o final de 2010! O nome do dele, se você for esperto, já percebeu!

Eu nunca dei nomes e se tivesse dado, não iria contar aqui porque não iria gostar de pessoas fazendo piada com o namorado quando o vissem: – Ahh, “fulaninho” é o pegador, Fred!

Enfim, #ficadica se você gosta de “dar nome aos bois”…

Beijo, direto do Rio de Janeiro porque cá estou eu!

O Inter e o casamento

Sábado estava bem sentada na sala da casa da minha mãe vendo o Inter jogar contra o Flamengo, se bem que jogar é um eufemismo dada a apresentação dos atletas em campo, quando tive um lampejo de Maurício Saraiva (pra quem não conhece é um comentarista aqui do Sul que tenta ser “catedrático” em suas colocações) e bradei que o colorado parecia um casamento de 30 anos em campo.

Meu pai, também não contente com o resultado, me fitou e disse: “por que tu falou isso?”

Aí, com todo o meu conhecimento futebolístico, expliquei pra ele que o time estava previsível demais, toque de bola de um lado pro outro, começando pelo Kleber, indo de pé em pé para o Nei e tudo de novo até chegar no Kleber, sem mostrar aquele brilho no olhar, aquela vontade de ganhar o jogo. Logo, acredito que um casamento de trinta anos e nem precisa ser tanto assim, um terço disso já vale, deva ser igual. Com o tempo você vai descobrindo tudo naquela pessoa, tendo grandes conquistas e os toques de bola pro lado começam a acontecer.

Imagina acordar 10 anos do lado da mesma pessoa? Você já conhece praticamente tudo dela, inclusive que utiliza o banheiro para certas finalidades como qualquer outro mortal. O sexo com essa pessoa? Com o tempo, a chance de ele virar algo mecânico e automático, como o toquinho para o lado do Inter sem objetividade é algo totalmente aceitável. Aceitável? Me perdoe o termo, mas pra puta que pariu o juiz que isso é aceitável. Não quero ver meu time tocando bolinha sem objetividade e tomando gols dispersos só porque esse ano já teve uma grande conquista e quer priorizar o Mundial.

A vida se faz todo dia, jogo a jogo. E o próximo jogo pode ser o último da sua vida, já pensou nisso? De repente, o último jogo da minha vida não foi a classificação histórica do Inter no Morumbi contra o São Paulo esse ano, aquela goleada no time da Azenha, ou ainda aquele jogo contra o temido Barcelona em que o Gabiru fez o mundo ficar vermelho. A partida final pode ter sido uma que o Inter disputou contra o XV de Campo Bom pelo Gauchão e que no time adversário tinha um cara que foi meu vizinho na praia e vendia picolé no verão.

A última transa da sua vida pode ter sido aquela que você fez automaticamente com a patroa, com movimentos ritmados e cronometrados, enquanto pensava que ainda teria de levar a “droga” do cachorro para passear.

Em todo casamento, vamos ter aqueles momentos de glória, como no início onde ambos estão com a libido nas alturas e a esposa fica de quatro porque a posição é ótima para ambos, e não para esconder a barriguinha de você. Vamos ter os bons e maus momentos, como as enxaquecas da TPM constante da sua mulher que te ameaçam com o perigo eminente de uma segunda divisão (digo somente perigo, pois meu time nunca esteve numa) onde você precisará se contentar com uma solitária punheta honesta.

Quando eu era menor, se é que isso foi possível um dia, tentei uma breve carreira nos gramados e tive um técnico que dizia: “devemos ir na bola como se estivéssemos famintos indo ao encontro de um prato de feijão”. Calma, amigo. Não quero dizer que você precisa ser um ator pornô todas as vezes e testar milhares de posições, gemidos e caretas. O que acho que ele tinha razão ao falar é que não podemos nos acomodar com as coisas e ficarmos passivos enquanto não recuperarmos uma bola perdida ou um chute desperdiçado.

O Celso Roth tem que fazer os caras renderem mais. Precisamos de mais atitude em campo, objetividade e jogadores que chamem a responsabilidade, ao invés de se livrar da bola tocando pro lado e rezando para o Renan acertar a barreira ou ser mais rápido no próximo chute adversário.

Voltando ao meu pai, ele argumentou que o casamento dele de trinta anos não era sem objetividade, mas tenho certeza que deu uma pensada no assunto também, e de repente, pode vir a cogitar tentar alguma jogada diferente. Mas, eca! Paramos por aqui já que pai e mãe da gente não deveriam fazer sexo…

Agora, você? Vai deixar que talvez o último jogo da sua vida tenha a participação de jogadores medianos e prontos para entregarem o “ouro” pro adversário? Olha que o Campeonato ainda não acabou, amigo!

P.S. Texto especial para uma semana com emoções de mais um Grenal (tomara que não o último de nossas vidas) e com uma fotinho especial para os meninos…

Tamanho é documento?

Ociosidade com a falta de um emprego formal gera mais tempo para o GUM. Acontece que, também sobra mais tempo para pensar em todas as teorias possíveis e o tema que se imaginou no início acaba tomando outro rumo.

Essa semana no Karaokê com os amigos falávamos sobre o eterno lance da “gostosisse” não ser tudo. Essa é até uma teoria bem questionável dado o padrão brasileiro de quem se dá bem na vida, pois aí a gostosisse acho que ganha disparado dos outros quesitos que estávamos citando como fundamentais para um relacionamento legal. Esse era o tema inicial do texto (que vai ficar para a próxima). Não vou aqui criticar quem tem uma bela bunda porque acho ridícula aquela postura feminina de procurar uma celulite na parte traseira alheia. Sempre me soou como certa inveja.

Mas pensando nisso, eu e uma amiga começamos a falar também que a gente já havia passado da fase de passar fome em nome da beleza, malhar quatro horas seguidas e por aí vai. Fazemos esforços sim, como todas as demais mulheres, só que também não achamos que ser um pouco “gordelícia” seja o fim do mundo. Será que não é? Será que achamos mesmo isso, amiga?

Chegamos ao seguinte ponto: nós mulheres, vamos ser inseguras a vida toda com relação a sermos gordas. Sempre vamos nos achar maiores do que realmente somos e dizer aquela frase: “ai, estou tão gorda”. Preparem-se meninos, pois vocês sempre (e repito, sempre) vão ter que dizer instantaneamente: “capaz querida, você está linda e magra”. Se vocês não disserem, nós interpretaremos como uma concordância e ficaremos fulas da vida e com enxaqueca noturna, se é que me entendem.

Uma vez eu disse para um namorado que estava morando longe (pelo MSN) que tinha uma formatura no fim de semana, mas que estava muito gorda e nenhuma roupa combinava comigo. Ele, por certo, estava jogando um Playstation ao mesmo tempo e demorou a responder. Estava decretada a Terceira Guerra Mundial e as meninas vão entender, pois como eu poderia namorar um insensível que tinha me “transformado” numa baleia (sim, a gente engorda e a culpa é sempre dos homens) e que não era capaz de me apoiar num momento tão difícil.

Meninos, isso aconteceu de verdade mesmo eu não sendo uma pessoa com muita inclinação para o #mimimi. Portanto, quando digo que vocês devem responder na mesma hora em que a menina disser que está gorda, estou falando algo para ser tão levado a sério como as reclamações que o Neymar fizer se não o deixarem bater um pênalti.

O tema recorrente da vez é então, a INSEGURANÇA feminina a respeito de suas camadas adiposas. E nisso, meu lado feminista me fez pensar sobre se os homens teriam alguma insegurança assim, também. Pensei na famosa barriguinha de chopp, ou então nos caras mais peludos. Não imagino nenhum deles dizendo: “estou parecendo um Tony Ramos” para que a menina diga: “deixa disso amore que você é meu ursinho carinhoso preferido”. Homem não combina com essa insegurança física.

Mas espera aí que eu pego vocês… Se fosse escolher alguma insegurança masculina esta seria com relação ao seu pênis, ou seja lá qual a denominação que você dá para o parquinho de diversões. O pênis é algo totalmente melindroso, sensível e intocável (não no sentido literal) para os homens. Sabe aquela preocupação de saber se você está na média, ou por sorte, acima dela? Qual dos meninos aí que nunca deu só uma conferida básica no vestiário antes de tirar a cueca para ver se não ia fazer feio demais?

Não acho que essa insegurança vá ser impeditiva de se fazer sexo para os dois lados. Nenhum cara vai sair correndo quando a menina tirar a roupa e ele perceber certa saliência na barriga. Nenhuma menina vai dar um gritinho e trancar-se no banheiro se o cara não tiver uma “manjuba” do tamanho esperado. Isso até pode ser algo para ser pensado depois, visando uma próxima vez, mas não na primeira. E, também, se uma menina deixar de relacionar-se com você porque não é um astro de filme pornô com veias marcadas, cabeçudo e tals ela é uma “cadela” que não deve ser levada em conta, como diz certo amigo meu. Ou então se um cara deixar de experimentar certas coisas com a menina só porque ela tem uma certa barriguinha, ele não deve nem consideração para ser contato no MSN.

Há um ditado que diz: “não importa o tamanho da varinha, mas sim a mágica que ela faz”. Isso vale para os dois lados. Meninos, acreditem que a gente não vai deixar de se relacionar com vocês por causa do tamanho do pinto, uma vez que o sexo é importantíssimo, mas não é tudo. Muitas mulheres podem deixar de se relacionar com vocês por conta do carro ou da conta bancária, mas dificilmente por causa do tamanho do pinto. Lembrem-se que as mulheres valorizam não só o pênis, mas o ato sexual como um todo.

Até porque (agora vem uma revelação) é mais importante a circunferência da coisa do que o comprimento (pai, estou falando isso com base em leituras científicas). Vocês sabiam que é cientificamente comprovado que a sensibilidade feminina fica em torno de 5 a 6 cm de profundidade? Mais do que isso não causa tanta sensibilidade. Logo, um lápis por mais comprido que seja, pode não fazer tanto efeito.  Sacou?

Então, meninos e meninas, a dica do GUM: aproveitem o fim de semana e feriado para deixar a INSEGURANÇA um pouquinho de lado e façam sexo! Com camisinha, é claro…

Eu sou do Sul. Isso já diz muitas coisas, né? Ok, sei que esse início de texto está bairrista demais, mas existe uma característica marcante no Sul que não tenho propriedade para falar de como se manifesta nos outros estados do nosso Brasil varonil. Acontece que aqui nos pampas, as coisas geralmente são descritas como “oito ou oitenta”, e explico por que. Ou você é Grêmio, ou (ainda bem) é Inter. Ou você é PT, ou odeia o partido e todo o resto que ele traz consigo. Ou você ama o inverno, ou odeia ele e sonha com um verão eterno. E por aí vai, até que chegamos num ponto crucial: ou você ama SAPATÊNIS ou você odeia.

Desculpe aí, os amantes desse calçado, mas eu fecho com o time dos que odeiam. Sempre achei muito brega e uma peça sem identidade definida. Ele não é nem um sapato, nem um tênis. Imagina a crise de identidade que isso gera. Questiono: Para qual momento se precisa de um sapatênis? Se o cara vai caminhar, fazer esporte, atividade ao ar livre, dar um passeio deve usar um tênis. Já se for a um evento, uma reunião, um encontro mais formal usa um sapato. E ponto.

Vejo o sapatênis de duas formas. Ele foi feito para homens que (assim como muitas mulheres) possuem uma alma “bege”, pois a maioria encontrada no mercado é predominantemente dessa cor. Ou então, para os caras escaparem de seguranças, uma vez que, se a festa não permitir que o menino entre de tênis, ele vai poder afirmar com pompa e orgulho: “meu amigo, isso não é um tênis, é um sapatênis”. O problema é que depois de entrar na festa acho que o sucesso não será tão grande assim.

Felizmente, as coisas evoluem e aqueles sapatênis que possuem umas listrinhas do lado e um cadarço invocado não estão mais sendo prestigiados.

A Puma compreendeu bem isso (olha que eu reluto para elogiar a marca porque eles patrocinam o Grêmio e como disse lá em cima, o gaúcho tem esse espírito de amor ou ódio) e lançou um modelo que muitos chamam de sapatênis para sua coleção Primavera/Verão 2010 chamado Penny Rey. Com uma abordagem que a marca classifica como híbrida, combina a parte superior de um sapato mais tradicional e conservador com a parte inferior de um tênis e o confortável solado de borracha.

 

Está aí uma boa alternativa para os meninos que curtem a tal denominação SAPATÊNIS. Ele é estiloso e possibilita boas combinações com o restante do vestuário, sem ter uma cara brega. Além do mais, as cores disponíveis são preto e marrom. Graças a Deus, nada de bege!!!

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