Pensando em tornar o blog um local de dicas úteis para os homens modernos e cada vez mais independentes, criamos ano passado a sessão “SOS Donos de Casa”, com pontos importantes para os caras que se viram sozinhos. E desde lá tenho vontade de criar também, uma seção de “receitas”. Acalme-se que não é nada parecido com o programa da Ana Maria Braga, mas sim algumas receitas rápidas, simples e fáceis para você não fazer feio com aquela pessoa especial, ou então somente “forrar o próprio estômago”.
Preciso confessar que mal sei fritar um ovo e tenho um currículo recheado de experiências desastrosas na cozinha. Por isso que sempre protelei essa ideia. Como assim, eu passando receitas? Seria no mínimo uma propaganda enganosa para não dizer um “atentado violento” a todos os bons cozinheiros que estão por aí. Mas hoje eu descobri a receita ideal para inaugurar essa seção e criei coragem.
Ao sair de uma reunião longa no cliente, fui procurar uma lotação para voltar à agência. Estava em uma zona bastante conhecida da cidade por ter uma grande circulação de profissionais do sexo, principalmente, na parte da noite. O que isso tem a ver? Explico. Entrei em um bar na avenida para comprar uma água e me deparei com um cheiro de comida incrível, coisa inimaginável dada a arquitetura do lugar.
Comentei com uma moça presente no local que o cheiro era ótimo e ela me contou a história do prato e a relação com sua profissão, que ela mesma definiu como a área do meretrício. Tratava-se de um Macarrão à Putanesca. O nome já é bem sugestivo né?
A massa “a moda das prostitutas” possui uma história não confirmada oficialmente, mas bastante interessante. Minha nova amiga contou-me o que se diz da origem do prato. São três hipóteses: uma de que era feito pelas prostitutas de Nápoles, pois por ser de fácil preparo e rápido era a refeição perfeita entre um cliente e outro. A segunda dá conta que o prato era feito para ajudar a atrair clientes por seu aroma, uma vez que, antigamente se ganhava um homem pelo estômago. E a terceira é de uma mulher que traía seu marido com toda a cidade e para ele chegar e não desconfiar de nada, sempre fazia o prato pelo rápido tempo de preparo.
Não cheguei a experimentar a receita do lugar, pois tinha horário na agência. Mas comentei com Ludimila que ia repassar ao leitor e pedir para compartilhar o que achou se fizer a receita. Após aquela conferida básica, com a ajuda do senhor Google, vi que a garota estava certa e existe essa especulação sobre a origem do prato. Decidi que também vou fazer e depois conto se deu certo.
Quem sabe eu não posso usar o aroma e sabor do prato a meu favor também? Ludimila parecia muito segura ao dizer que dá certo…
Aqueça 1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva e refogue 1 cebola média em cubinhos + 2 dentes de alho picadinhos até começarem a dourar.
Em seguida, junte 6 tomates grandes e maduros, sem sementes, cortados em cubinhos e 3 colheres (sopa) de alcaparra enxaguada e escorrida. Mexa e cozinhe em fogo baixo por 10 minutos ou até o tomate desmanchar parcialmente e formar um molho encorpado.
Isso feito, agregue 6 filés de anchova desfeitos, 100 g de azeitona preta em rodelas e 3 colheres (sopa) de salsa picada e cozinhe por uns 3 minutos. Retire do fogo e reserve.
Cozinhe 400 g de espaguete em água e sal até ficar al dente. Escorra e devolva à panela. Junte o molho e sacuda a panela até incorporar os ingredientes. Acerte o sal e sirva sem esquecer do queijo ralado.

